desenho narigudas e cabeçudos
1.7.09

depois de ler este post escrevo este.

 

a migalha não gosta de ser contrariada, que gracinha!

a migalha só quer fazer o que bem entende, que ternura!

a migalha gosta de testar os limites da paciência da sua mãezinha, que doçura!

 

creche, 9h30: lá vai a migalha toda satisfeita ter com as professoras e os amiguinhos, à nossa volta várias crianças com crises nervosas por terem que enfrentar mais um dia de creche, aos gritos pelas mães e pais, que desesperados fazem o que podem para as convencer a ficar com um sorriso! migalha saltita entre os coleguinhas e muito a custo diz adeus à sua mãe.

 

creche, 18h: migaaaaaaaaaalha!! migaaaaaalha!! olha a mãe aqui!!

migaaaalhaaaaaaaa!! vá lá temos que ir embora! e é aqui que tudo começa.

começa por ser um pequeno urro, assim bem fininho, e uma escapadela das minhas mãos.

depois um coice bem dado, e consegue escapar.

a seguir agarro-a e lá tento explicar, a bem, que temos que ir.

e aqui a migalha roda a baiana, vira tudo do avesso, abre a goela e grita e esperneia e dá-me estalos seguidos, assim sem tirar nem pôr, aliás pôr só chapadas nas minhas bochechas, que entretanto já roxearam de vergonha e ira, por baixo dos olhares das auxiliares e das mamãs felizes dos meninos lindos que finalmente vão para casa e estão com um sorriso de orelha a orelha.

e lá vai a migalha descomposta, agarrada de qualquer maneira, e eu irada!!!

- deixe lá mãe, mostra que se sente aqui bem!! (esta mania de me chamarem mãe, qualquer dia faço como a migalha!)

 

O QUE EU QUERIA É QUE AQUELA GENTE TODA nos acompanhasse até ao carro e visse como esta miúda depois muda, e fica a minha maior amiga, e chama-me, e conversa e torna-se um doce.

 

mas a mania de bater está a ser um problema.

sobretudo porque a migalha sabe bem quando aplicar um estalo, sabe bem quando não o deve fazer, porque logo a seguir dá festas.

estou meio perdida com este problema.

umas vezes também lhe dou uma palmada, mas não quero que ela pense que assim é que se reage.

outras vezes ignoro, mas continua até se fartar, e algumas doem a sério.

não sei mesmo o que fazer.

Por cacau com pimenta rosa, às 23:14 

De mimiko a 4 de Julho de 2009 às 10:58
Ser mãe é muito bom mas ao mesmo tempo muito difícil! Ninguém nasce ensinado e mesmo que lêssemos todos os livros sobre crianças nunca saberiamos tudo... Li algures que as birras são uma forma de demosntrarem a frustração ou descontentamento sobre algo e que não há crianças que não façam pelo menos uma birra! Claro que há birras e birras... A minha I faz birras, mas daquelas só de gritar em que toda gente fica a olhar tipo "oh que mãe que não consegue domar a sua filha" o que nunca me incomodou! Mas não nos bate e quando já o tentou dei-lhe uma palmada na palma da mão com um ar muito sério e zangado para ela perceber que eu não gostei. Em casa também experimentei fazer-lhe o mesmo e dizer-lhe "gostas? eu também não gosto!" mas confesso que não é nada usual e muito menos pedagógico!!! Actualmente quando faz birra ignoro-a, e muitas vezes cedo. Mas o que relatei passa-se com a minha e secalhar com outros não resulta da mesma forma. E sei que não é nada fácil há que ter muita paciência!!!! Se ela não me fizesse falta enviava-te um bocadinho da minha por mail!!:D Espero que consigas dar a volta ao assunto. Bjos e paciência.

De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



mais sobre mim

eu

Julho 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

12
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


subscrever feeds
blogs SAPO