vamos estar por aqui muitas vezes.
uma retrosaria cheia de ideias, a nossa aventura.
graças à F. a principal mentora deste projecto.
a migalha regressa ao antigo colégio.
vai ser difícil com o trânsito, mas vamos estar muito mais felizes.
deixou (me!!!) muitas saudades.
e hoje receber um telefonema de lá a perguntar pela R. e como tudo está a correr deixou-me ainda com mais saudades.
saudades das professoras, das auxiliares, dos amiguinhos, de todos.
saudades do funcionamento do colégio.
saudades de poder entrar à vontade e encontrar sempre caras sorridentes.
a migalha mudou de colégio porque mudámos de casa, e atravessar toda a 2ª circular em hora de ponta transformou-se num pesadelo, senão nem estava a escrever este post.
os dias no colégio novo estão a correr bem, a migalha anda feliz, gosta da professora, dos amigos.
mas não gosto que me entreguem a migalha através de um portão semi-aberto, a despachar, ainda que sem má intenção (quero acreditar) mas a despachar.
estou mal habituada.
esperar para ver.
já tudo bem.
os primeiros dias com manhãs de gritos e lágrimas e tardes de risotas e alegrias.
numa semana já criou laços.
ufa ufa ufa.
(e ainda ufa, porque gostávamos mesmo do outro colégio, das professoras e dos coleguinhas!! não tarda vamos também gostar muito deste)
estou a ressacar... viagens!!!
preciso viajar, comprar bilhete e apanhar um avião.
não há nada que me dê mais prazer (excepto lojas de velharias!)
em outubro vamos a barcelona.
e o que eu queria mesmo era apanhar outra vez o avião em direcção a NY e ficar por lá.
apetecia-me tanto viver uns anos longe daqui, num outro país, numa outra cultura, estou cansada de ouvir dizer que há gente que passa uma vidinha (estúpida por sinal) a sair às 16h e a queixar-se de coisa nenhuma e a agradecer não ter muito que fazer e a receber uma merdinha ao fim do mês e a "anhar" o dia todo em frente a um computador a fingir que trabalha.
se não trabalho não ganho, por isso trabalho é uma coisa muito desejada por estes lados, não consigo compreender como se pode aguentar dias, anos a fio a fazer a mesma porcaria ou nada e a alimentar queixas deste e daquele, disto e daquilo, e só pensar na hora de saída e nas férias, que tristeza.
por isso e apesar do meu trabalho não estar directamente ligado com as coisas que mais gosto, acho preferível fazê-lo com gosto do que me arrastar o dia inteiro.
e sonhar com uma vida noutro país, de preferência num local onde as pessoas tenham orgulho no que fazem, e que acabem o dia a pensar que valeu a pena a sua contribuição.
de certeza que as energias nos transportes públicos seriam bem mais positivas!
(sou trabalhadora independente, a recibos verdes, pago a minha segurança social, não sei o que é um subsídio de férias ou de natal, desconto para o IRS e cobro IVA, e pago para trabalhar, ou seja se quero trabalhar, gasolina e portagens e 200km por dia, calcorreados no meu carro, saem directamente do meu bolso)
gripe A
gripe A no México
gripe A na Europa
gripe A num externato em Benfica
gripe A no 4º piso do prédio dos pais do G.
portanto, gripe A muito perto de nós
sem pânicos, esperar para ver o que acontece!
e, talvez por ignorância, não sei, mais valia que a apanhasse já.
depois de ler este post escrevo este.
a migalha não gosta de ser contrariada, que gracinha!
a migalha só quer fazer o que bem entende, que ternura!
a migalha gosta de testar os limites da paciência da sua mãezinha, que doçura!
creche, 9h30: lá vai a migalha toda satisfeita ter com as professoras e os amiguinhos, à nossa volta várias crianças com crises nervosas por terem que enfrentar mais um dia de creche, aos gritos pelas mães e pais, que desesperados fazem o que podem para as convencer a ficar com um sorriso! migalha saltita entre os coleguinhas e muito a custo diz adeus à sua mãe.
creche, 18h: migaaaaaaaaaalha!! migaaaaaalha!! olha a mãe aqui!!
migaaaalhaaaaaaaa!! vá lá temos que ir embora! e é aqui que tudo começa.
começa por ser um pequeno urro, assim bem fininho, e uma escapadela das minhas mãos.
depois um coice bem dado, e consegue escapar.
a seguir agarro-a e lá tento explicar, a bem, que temos que ir.
e aqui a migalha roda a baiana, vira tudo do avesso, abre a goela e grita e esperneia e dá-me estalos seguidos, assim sem tirar nem pôr, aliás pôr só chapadas nas minhas bochechas, que entretanto já roxearam de vergonha e ira, por baixo dos olhares das auxiliares e das mamãs felizes dos meninos lindos que finalmente vão para casa e estão com um sorriso de orelha a orelha.
e lá vai a migalha descomposta, agarrada de qualquer maneira, e eu irada!!!
- deixe lá mãe, mostra que se sente aqui bem!! (esta mania de me chamarem mãe, qualquer dia faço como a migalha!)
O QUE EU QUERIA É QUE AQUELA GENTE TODA nos acompanhasse até ao carro e visse como esta miúda depois muda, e fica a minha maior amiga, e chama-me, e conversa e torna-se um doce.
mas a mania de bater está a ser um problema.
sobretudo porque a migalha sabe bem quando aplicar um estalo, sabe bem quando não o deve fazer, porque logo a seguir dá festas.
estou meio perdida com este problema.
umas vezes também lhe dou uma palmada, mas não quero que ela pense que assim é que se reage.
outras vezes ignoro, mas continua até se fartar, e algumas doem a sério.
não sei mesmo o que fazer.
... é não desmaiar ao ouvir a minha filha, o meu bébé, a coisinha mais linda cá de casa e da minha vida chamar por este cromo !
e pior é eu dar por mim na vacina dos 18 meses (recebida aos 21 meses) a acalmar ânimos de criança chorosa com essa criatura!
e descobrir uma nova faceta vingativa e acusar o mentecapto da dor no braço!!!
chibatadas na mãe era pouco!!
(para quem acha que a mãe é uma bestinha: a migalha continua com boa impressão da criatura do barrete)
mas haverá coisa mais divertida do que estar na feira e ver e ouvir um cigano (exímios na área de marketing de roupa interior sem esboçarem um sorriso e valorizando sempre a modelo e o modelito, com o respeito digno de qualquer cavalheiro) a vender soutiens de renda de cores garridas a apreciadoras de folhados mistos desejosas de uma noite escaldante com muito nylon e renda à mistura?